sexta-feira, 27 de maio de 2011

Cresce número de homens com câncer oral causado pelo HPV

Um estudo publicado no periódico "International Journal of Epidemiology" mostra que, quanto maior o número de parceiras com as quais se pratica sexo oral e quanto mais precoce for o início da vida sexual, o homem terá mais risco de desenvolver câncer causado pelo HPV.

Antes, os cânceres da boca e da orofaringe afetavam homens acima de 50 anos, tabagistas e/ou alcoólatras. Hoje, atingem os mais jovens (entre 30 e 45 anos), que não fumam e nem bebem em excesso, mas praticam sexo oral desprotegido.
No Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, 80% dos tumores de orofaringe têm associação com o papilomavírus. Há dez anos, essa associação existia em 25% dos casos.

O HPV já está presente em 32% dos tumores de boca em pacientes abaixo dos 45 anos, antes, o índice era de 5%. Por ano, o hospital atende 160 casos desses tumores.
No Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), 60% dos 96 casos de câncer de orofaringe atendidos em 2010 tinham relação com o HPV. As mulheres respondem por 20% dos casos.

No Hospital de Câncer de Barretos, no interior paulista, casos ligados ao HPV respondem por 30% dos cânceres da orofaringe, um aumento de 50% em relação à década passada.
O Inca (Instituto Nacional de Câncer) desenvolve seu primeiro estudo sobre o impacto do HPV nos tumores orais. O HPV de subtipo 16 é o que mais provoca câncer da orofaringe.

No Brasil, só mulheres entre 9 e 26 anos têm indicação para a vacina contra quatro tipos de HPV, entre eles o 16. Mas a imunização só existe na rede privada, ao custo médio de R$ 900.

Fonte: Folha Online

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sejam bem vindos...


Este blog destina-se à orientação das pessoas em geral quanto a tratamentos realizados pelos cirurgiões dentistas. Entre esses tratamentos podemos citar restaurações simples, que antigamente eram popularmente chamadas de obturações, restaurações mais extensas que são feitas através de próteses fixas unitárias, também conhecidas popularmente por jaquetas, tratamentos endodônticos, ou seja, tratamento de canal, entre outros inúmeros procedimentos.
                Semanalmente estaremos atualizando esse nosso novo canal com matérias e dicas de como melhorar sua saúde bucal, sempre tendo em mente que a saúde geral do nosso corpo começa pela boca que é a porta de entrada para os nutrientes no nosso organismo.
                Para que consigamos tornar esse canal mais interessante para os leitores, gostaríamos de receber comentários sobre as postagens, e também que nos enviassem dúvidas sobre a nossa área de atuação.
                Bom por hoje é só aguardamos os comentários de todos.
                Uma ótima semana a todos!!!!
                Dra. Luciana e Dra. Flávia

terça-feira, 17 de maio de 2011

Disfunção da ATM e dores orofaciais




Fonte: www.apcd.org.com.br

O que é dor orofacial?
Dor orofacial pode ser definida como uma dor que acomete a região orofacial, ou seja, a boca, a face, a cabeça e o pescoço. São dores que podem ocorrer devido a problemas musculares, da articulação temporomandibular (ATM), dos dentes, dos vasos sanguíneos e/ou dos nervos. Dentre as condições dolorosas mais comuns da região orofacial, destacam-se as dores de origem músculo-esquelética, mais conhecidas pelo termo disfunções temporomandibulares (DTMs).
O que é DTM?
DTM é um termo que inclui um número de problemas clínicos que envolvem a musculatura mastigatória, a ATM e estruturas associadas, ou ambas. Pode gerar dores de cabeça, cansaço muscular, dor nas ATMs, dores próximas à região do ouvido, dores na região do pescoço, mordida instável e/ou dificuldade de mastigação.
Quais são os sintomas mais comuns?
Dor na região do ouvido sem infecção, dor ou desconforto na região da ATM mais comumente ao acordar ou no final da tarde, dor na ATM durante a fala ou a mastigação, dificuldade para abrir ou fechar a boca, cansaço nos músculos da face e/ou da mastigação, sensibilidade dentária quando não há nenhum problema aparente.
O que pode causar DTM?
Cada indivíduo engole cerca de 2.000 vezes por dia, o que gera o contato dos dentes superiores e inferiores. Assim, situações como mordida instável, dentes perdidos, mau alinhamento dentário, apertamento e/ou rangido dos dentes (também conhecido como bruxismo), trauma na cabeça ou no pescoço e má postura podem causar problemas, pois os músculos têm de trabalhar mais para compensar essas falhas. Assim, os músculos podem entrar em fadiga e alterar toda a função do sistema mastigatório, causando dor e desconforto.
O que é o bruxismo?
Bruxismo é o apertamento ou rangido dos dentes, que pode ocorrer enquanto o indivíduo está acordado ou dormindo. É uma atividade danosa ao sistema mastigatório, pois pode gerar desgaste dos dentes ou dor muscular, entre outros problemas. Indivíduos com dentes desgastados, portanto, necessitam de uma avaliação para verificar se possuem quadro de bruxismo ativo e se há necessidade de tratamento. É importante ressaltar que alguns medicamentos podem induzir ou agravar essa situação.
O que eu posso fazer para tratar a DTM?
A maioria dos casos pode ser tratada pela promoção de repouso das articulações e dos músculos mastigatórios. Isso pode ser conseguido por meio de manobras odontológicas, como por exemplo, a confecção de placas oclusais, utilização de medicamentos e, fundamentalmente, pela aquisição de novos hábitos saudáveis. Em muitos casos, o paciente po­de apresentar melhora com manobras simples, como adoção de dieta com alimentos macios, exercícios físicos para os músculos da mastigação, educação das funções mastigatórias, compressas quentes e frias e controle do apertamento dentário. Em casos muito específicos, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica.
A DTM é permanente?
Essa condição é episódica e pode ocorrer em fases de estresse ou após algum evento físico (como um trauma) ou emocional. É fundamental, entretanto, que o paciente procure por tratamento para que a dor não se torne crônica (de longa duração), o que torna o tratamento muito mais difícil.

Fonte: Orientando o paciente www.apcd.org.br



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